Meus nobres colegas de discussão neste fórum de banalidades apresentam contradições que merecem explicações:
1) Totally crazy:
a)Defende a causa ambiental. Apresenta-se como guardião da natureza, preocupando-se até com colegas que utilizam copos plásticos descartáveis, criticando comportamentos tidos por ele como perdulários e ambientalmente condenáveis. É o ECOCHATO de plantão.Entretanto, vive em um luxuoso apartamento e mesmo recebendo um generoso salário, utiliza-se de veículo extremamente beberrão e, como o carro é flex, sempre escolhe o combustível mais vantajoso financeiramente. JAMAIS cogitou a utilização de combustível menos poluente.
b) Reclama dos preços praticados no país. Critica constantemente a qualidade dos produtos e serviços aqui produzidos, enaltecendo a eficácia e a vida dos norte-americanos. Pergunta: por que ainda está no Brasil?
2) Doutor:
a) Do topo de um edifício em área nobre de uma das capitais mais belas do país e cercado pela natureza exuberante, dispõe de um possante veículo de luxo novíssimo. Frequenta restaurantes e lugares badalados e, em função do metabolismo abençoado, engole quantidades imensas quantidades de comida sem engordar. É tratado como um Deus no seu ambiente de trabalho, em função das qualidades técnicas impressionantes. Tem imensas regalias por essa característica, mas a desdenha, considerando-se explorado socialmente pelos outros. Está em busca do seu santo graal. Aqui fica uma dica ao doutor: no mundo encantado jurídico o senhor será tratado como um impuro com sangue contaminado pelos números e fórmulas matemáticas.
3) Mestre dos Males:
Esse é uma contradição só: reclama dos empresários, dos pobres e dos próprios colegas a quem considera conformados. Na sua visão ideal de mundo, só haveria servidores públicos abastados. Nesse mundo imaginário quem produz?
sexta-feira, 30 de janeiro de 2015
Bipolaridade da classe média
Interessante como os brasileiros são bipolares. Exemplos do cotidiano me fizeram lembrar que há não muito tempo atrás a alegria e satisfação de colegas era notória. Aquisições de veículos, casa própria, alimentação em restaurantes refinados, viagens internacionais e diversões sofisticadas. Afinal, o Brasil era o país que havia tirado o bilhete premiado do pré-sal e que crescia a 7,5 por cento ao ano!! O que nós nos esquecemos é que somos classe média de um país pobre e historicamente dependente dos tributos desses aí. Bastou um sopro da tempestade vindoura para os sonhos desmoronarem e a realidade bater à nossa porta. Mas isso tudo o Doutor já vem alardeando feito um profeta do apocalipse há muito tempo. O que eu questiono é o porquê das pessoas se incomodarem tanto com uma pequena queda no padrão de vida? Impressionante como migalhas afetam diretamente o humor coletivo. Não estamos desempregados e nem passando fome. Apenas reduzimos nosso padrão de consumo, que para mim, antes, era exagerado. Vivemos novos tempos e as adaptações financeiras podem ser feitas sem sofrimento, sendo até uma oportunidade para que as famílias e amigos se unam.
A impressão que tenho é que nós, os ditos classe média somos individualistas e histéricos. Ao menor sinal de problemas, choramos copiosamente, acreditando que somos os coitadinhos do mundo. O que nós precisamos ter em mente é que, em uma crise de proporções épicas, os mais afetados são justamente os mais pobres. Para eles, as consequências não serão o cancelamento de viagens ou restrições de jantares caros. Vai faltar comida! Isso sim é motivo de histeria.
O doutor torce para que tudo dê errado para se aproveitar do desespero alheio e fazer bons negócios. Lembro a ele que por trás da casa financiada existem famílias que lutam diuturnamente para pagá-la.
A impressão que tenho é que nós, os ditos classe média somos individualistas e histéricos. Ao menor sinal de problemas, choramos copiosamente, acreditando que somos os coitadinhos do mundo. O que nós precisamos ter em mente é que, em uma crise de proporções épicas, os mais afetados são justamente os mais pobres. Para eles, as consequências não serão o cancelamento de viagens ou restrições de jantares caros. Vai faltar comida! Isso sim é motivo de histeria.
O doutor torce para que tudo dê errado para se aproveitar do desespero alheio e fazer bons negócios. Lembro a ele que por trás da casa financiada existem famílias que lutam diuturnamente para pagá-la.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
Brasil - Contas do Governo têm pior resultado da história em 2014
Em um ano marcado pelas eleições presidenciais, os gastos públicos
bateram recorde e, com isso,as contas do governo registraram o primeiro
déficit primário (receitas menos despesas, sem contar juros da dívida
pública) em 18 anos, segundo números divulgados nesta quinta-feira (29)
pela Secretaria do Tesouro Nacional.
De acordo com dados oficiais, as contas do governo tiveram um déficit
primário de R$ 17,24 bilhões em todo ano passado. Em 2013, haviam
registrado um superávit de R$ 76,99 bilhões, o equivalente a 1,6% do
PIB. Com o déficit de 2014, as contas públicas atingiram, no ano
passado, o pior resultado de toda a série histórica, que tem início em
1997. Até o momento, o pior resultado havia sido registrado em 1997
(superávit de R$ 1,8 bilhão, ou 0,2% do PIB).
No ano passado, as contas públicas registraram forte deterioração
devido ao aumento de gastos públicos, à ajuda à Conta de Desenvolvimento
Energético (CDE) e à queda real da arrecadação –
resultado do fraco nível de atividade da economia e das desonerações de
tributos anunciadas nos últimos anos pelo governo federal.
Meta fiscal
No início do ano passado, a equipe econômica informou que o objetivo de
todo o setor público (governo, estados e municípios), em 2014, seria de
R$ 99 bilhões – o equivalente a 1,9% do PIB, o mesmo percentual
registrado em 2013. Deste total, R$ 80,8 bilhões corresponderiam ao
esforço somente que o governo estaria buscando em 2014.
Em novembro de 2014, porém, com o fraco resultado das contas públicas, o
governo enviou um projeto de lei ao Congresso Nacional para alterar a
Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e abandonar a meta fiscal acertada
no início do ano passado. O projeto, que admitia a possibilidade de
haver até mesmo déficit primário em 2014 (como de fato aconteceu), foi
fruto de debates intensos no Legislativo, mas acabou sendo aprovado
pelos parlamentares.
Receitas, despesas e investimentos
De acordo com dados do governo federal, as receitas totais subiram 3,6%
em todo ano passado, contra 2013, para R$ 1,22 trilhão. O crescimento
das receitas foi de R$ 42,93 bilhões no último ano.
Ao mesmo tempo, as despesas totais cresceram 12,8% em 2014, ou seja,
mais do que o triplo da expansão das receitas, para R$ 1,03 trilhão.
Neste caso, a elevação foi de R$ 116,99 bilhões em 2014. Os gastos
somente de custeio, por sua vez, avançaram bem mais no ano passado:
18,2%, para R$ 222 bilhões.
Na proporção com o Produto Interno Bruto (PIB), ainda segundo números
da Secretaria do Tesouro Nacional, os gastos públicos bateram recorde no
ano passado - ao somarem 21,3% do PIB. Foi a primeira fez que as
despesas do governo superaram a marca dos 20% do PIB. O recorde anterior
havia sido registrado em 2013 (18,9% do PIB).
Já no caso dos investimentos, os gastos somaram R$ 77,53 bilhões no ano
de 2014, informou o Tesouro Nacional, valor que representa um aumento
de 22,6% frente a 2013 (R$ 63,22 bilhões).
Dividendos, concessões e CDE
Segundo o governo, as receitas de concessões recuaram fortemente no ano
passado. De acordo com dados oficiais, somaram R$ 7,92 bilhões em 2014,
em comparação com R$ 22,07 bilhões no ano anterior. A queda foi de R$
14,15 bilhões. Os números da série histórica mostram que o resultado de
2014 não foi ruim, mas sim que o valor registrado em 2013 foi
excepcional.
Ao mesmo tempo, o governo recolheu um pouco mais de dividendos das
empresas estatais no ano passado. De acordo com o Tesouro Nacional, os
dividendos pagos pelas empresas estatais ao Tesouro Nacional somaram R$
18,93 bilhões em 2014, contra R$ 17,14 bilhões em 2013. O aumento foi de
R$ 1,79 bilhão no último ano.
O governo informou ainda que subiram os pagamentos feitos à Conta de
Desenvolvimento Energético (CDE) em 2014. Segundo o governo, foram pagos
R$ 9,2 bilhões para a CDE em 2014, em comparação com R$ 7,86 bilhões em
2013. Havia a previsão de um novo pagamento de R$ 9 bilhões em 2015,
mas o governo já informou que não haverá mais esse repasse, o que
encarecerá ainda mais a conta de energia neste ano.
terça-feira, 27 de janeiro de 2015
Valor: A prova dos nove para a bolha imobiliária brasileira
Não
há nada no horizonte que represente um alívio para o segmento. Os
preços reais pararam de subir, os investidores se afastaram, os estoques
das incorporadoras estão elevados, os distratos seguem altos, o retorno
com aluguéis está na mínima dos últimos anos e, para piorar o cenário,
os juros básicos e do crédito imobiliário estão em alta
Onze entre dez analistas dão como certo que 2015 será um ano
difícil para o Brasil como um todo. E se isso é verdade, este ano tem tudo para
ser especialmente doloroso para o mercado imobiliário. Será a prova dos nove
para a disputa entre aqueles que discutem, no próprio mercado, na academia e
nas redes sociais, sobre a existência ou não de uma bolha imobiliária no país.
Não há nada no horizonte que represente um alívio para o
segmento. Os preços reais pararam de subir, os investidores se afastaram, os
estoques das incorporadoras estão elevados, os distratos seguem altos, o
retorno com aluguéis está na mínima dos últimos anos e, para piorar o cenário,
os juros básicos e do crédito imobiliário estão em alta.
Depois de subir na casa de 18% em 12 meses acima da inflação, o
ritmo de alta dos preços dos imóveis em São Paulo perdeu definitivamente o
vigor e fechou 2014 com avanço nominal praticamente em linha com o IPCA, de
acordo com o índice FipeZap. Isso significa zero de alta real.
Economia
fraca, juro alto e desemprego
Mas muito
mais importante do que ocorreu no ano passado é saber qual será o comportamento
neste ano.
Como minha bola de cristal teima em não funcionar, me limito a
analisar dados históricos e os vetores que podem influenciar o comportamento
futuro dos preços. E o cenário não é bom.
Em países com séries longas de indicadores imobiliários, como os
Estados Unidos e o Reino Unido, o comportamento típico que se observa nesse
mercado é cíclico. Movimentos grandes de alta real nos preços de casas e
apartamentos são seguidos de perdas reais, sendo que o próximo "vale"
fica num nível superior ao anterior.
A estratégia
é negar
Aqui no
Brasil não dispomos de séries de décadas, mas dirigentes de incorporadoras e de
bancos financiadores insistem em dizer que "dessa vez será diferente"
e que movimento semelhante não ocorrerá por essas bandas. No pior dos casos,
admitem que os preços vão seguir a inflação. Entretanto, ainda que esses
agentes acompanhem o mercado mais de perto do que qualquer outro, as opiniões
deles têm um viés legítimo e claro - o de proteger o próprio bolso.
O modelo de negócios de incorporação imobiliária usado no país,
em que o prédio só começa a subir depois de um volume mínimo de vendas
contratadas, sem dúvida nenhuma ajuda a controlar o excesso de oferta.
Mas nem sempre tudo corre como planejado, como evidencia o nível
recorde de estoques ao fim de novembro, de 26,5 mil unidades em São Paulo,
conforme dados do Secovi-SP (esse estoque representa mais de um ano de vendas
na capital, que somaram 18 mil unidades de janeiro a novembro de 2014).
Há alguns anos atrás, durante teleconferência de resultados da
Cyrela, um analista perguntou a Elie Horn, acionista controlador e um dos
empresários mais respeitados desse mercado, qual era o nível de estoques que
poderia ser considerado "bom". Ele não teve dúvidas e respondeu:
"zero".
O descompasso do modelo de análise de crédito usado por
corretores de imóveis, interessados na gorda comissão de 6% recebida no momento
da venda, e bancos que financiam os compradores após a entrega das chaves, bem
mais rigorosos, também não ajuda.
Distratos
em alta e lucro menor
Exatamente por isso o volume de distratos por não aprovação de
crédito segue alto, com o agravante de que agora a incorporadora está ganhando
menos na revenda (antes elas lucravam porque vendiam a unidade por um preço bem
maior do que no lançamento).
A recente elevação dos juros pela Caixa Econômica Federal, que
já tinha sido precedida por reajustes nas taxas de bancos privados, é um peso
contra adicional para a aprovação dos financiamentos, já que uma prestação
mensal maior exige renda também mais elevada, o que reduz o número potencial de
compradores elegíveis ao crédito.
Dados da Abecip mostram que não existe uma crise no
financiamento habitacional, mas já não há mais o mesmo vigor de outros tempos.
O volume liberado em 2014 somou R$ 112,9 bilhões, mas com alta nominal de
apenas 3,4%, depois de ter subido 32% entre 2012 e 2013.
O comprador investidor, que normalmente toma pouco crédito,
também está mais distante. De acordo com pesquisa Raio-X FipeZap, apenas 20%
dos que compraram imóveis entre julho e setembro de 2014 o fizeram com o
objetivo de investir. O índice era de 39%, no segundo trimestre, e de 41%, no
terceiro trimestre de 2013.
Preços e retorno com aluguel em queda
Esse
comportamento do investidor não surpreende. Nada sugere que os preços vão
seguir em forte alta como nos últimos anos - pelo contrário -, e o retorno com
aluguel segue em queda, tendo atingido a mínima de 0,43% ao mês em dezembro. E
enquanto a taxa de aluguel cai, a Selic sobe, o que reduz ainda mais a
rentabilidade relativa do investimento imobiliário.
O que ainda não ocorreu, mas que está no radar dos
macroeconomistas, é uma redução do nível do emprego e da renda real do
trabalhador.
Se o mercado imobiliário sobreviver a isso tudo sem queda real
nos preços é porque realmente não havia uma bolha.
(Valor Online - Finanças - 27/01/2015)
Doutor
segunda-feira, 26 de janeiro de 2015
OS MAIS RICOS DO MUNDO SE BENEFICIARAM MAIS DESDE 2008
Saiu um estudo confirmando que, desde a crise de 2008, quem mais teve benefícios econômicos foram justamente os que menos precisavam, ou seja, os mair ricos.
Não podemos afirmar que os mais pobres não tiveram nenhum tipo de melhoria, mas é fato que os mais ricos ficaram mais ricos ainda!!
Muita riqueza concentrada significa menos dinheiro circulando. É óbvio para um indivíduo de inteligência mediana que é melhor 100 pessoas com um milhão de reais do que uma pessoa com 100 milhões de reais. É clara a maior circulação deste dinheiro e a geração de empregos e, por conseguinte, o aumento da renda de um número muito maior de pessoas quando o dinheiro é mais distribuído. Impostos sobre grandes fortunas? Desde que os impostos sejam bem usados, é uma forma de diminuir essas denominadas "injustiças sociais", já que no fundo não se trata de injustiça, mas de um conjunto de fatos históricos e mudanças sócio-econômicas que fizeram com que determinados grupos de pessoas fossem tratados como são hoje em dia.
Qual a chance de uma pessoa de raça negra ser rica no início do século 20? Mesmo gênios teriam enormes dificuldades nesse contexto histórico. E hoje existem inúmeros grupos em situações de difícil mudança sem um apoio adequado.
Fica o início desta discussão para os nobres Sacripantas!!
Os mais ricos foram os que mais se beneficiaram - clique aqui e veja a reportagem
By Totally Crazy Boy
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